6 de julho de 2015

Dr Luiz Porto agradece a doação do Grupo Vilarejo ao Hospital São João Batista de Macaé ( vídeo)


Diabéticos reclamam da falta de fitas para medir glicemia em Rio das Ostras ( vídeo)


Linhas Cabo Frio x Macaé vão deixar de circular a partir de segunda-feira

A partir desta segunda-feira (6) as linhas Cabo Frio x Macaé, no horário das 3h40, e Macaé x Cabo Frio, no horário da 1h, que operam em duas portas no transporte urbano, deixarão de operar. O anúncio foi flagrado por usuários dentro de ônibus da Auto Viação 1001 que fazem o percurso.
O mesmo acontecerá com as linhas Cabo Frio x Macaé, no horário das 23h, e Macaé x Cabo Frio, no horário da 1h. Estas duas linhas, no entanto, só deixarão de circular nos próximos dias 11 e 12 deste mês.

Garotinho fala em 'traição' ao saber da ida de Pudim para o PMDB

Após 30 anos juntos, os dois políticos de Campos devem seguir caminhos diferentes

O Dia - PAULO CAPPELLI
Pudim trocaria de partido para concorrer à prefeitura de Campos
Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia
Rio - A união de 30 anos entre Anthony Garotinho e o deputado estadual Geraldo Pudim está perto do fim. Como o Informe do Dia antecipou, Pudim negocia com o PMDB, o que fez o ex-governador falar em “traição”. E o PR fluminense pode ter outro desfalque de peso. A deputada federal Clarissa Garotinho, cobiçada pelo PSDB, entrou na mira do PSB — o senador Romário fez o convite semana passada.
No caso de Pudim, a mudança permitirá que ele se candidate à prefeitura de Campos em 2016. O clã Garotinho prefere outro nome, já que Pudim perdeu duas vezes a disputa pelo cargo.
No Facebook, o deputado escreveu no sábado que “a vida é feita de ciclos” e que inicia, em breve, “uma nova etapa na qual a realização de sonhos assume a direção”.
Depois da postagem, Anthony Garotinho comentou em seu programa de rádio que não vai se abalar com “traições que estão por vir”. Sem citar Pudim, o ex-governador mandou recado: “Quem precisa explicar por que deixou um grupo após muitos anos não sou eu.”
Garotinho, que já classificou o PMDB como “podre” e “corrupto”, pediu que “companheiros” continuem com ele nessa “travessia turbulenta”. Integrantes do PR temem o esvaziamento da sigla por outros políticos.
Filho de Garotinho, Wladimir criticou a provável mudança. Afirmou ter sido impedido de se candidatar a deputado estadual no ano passado para deixar a vaga aberta para Pudim.

Lembrou ainda que, com o apoio do pai, Pudim foi eleito deputado federal em 2006. “Em nenhum momento vi Pudim desmentir as notícias da imprensa. Se for confirmada, a lealdade não terá sido recíproca, mas sim oportunista.”
Já Clarissa disse que, caso vá para o PMDB, Pudim estará dando um “tiro no pé”, pois não será visto em Campos nem como oposição nem como situação

Rio: A volta da boate Hippopotamus faz frequentadores lembrarem as noites por lá. São muitas histórias e imagens inesquecíveis!

Famosos na boate Hippopotamus: Gilberto Braga, Malu Mader e Marcos Paulo (eles estavam juntos na época), a modelo e atriz Ana Helena Berengue, que morreu em 2009; e Fábio Junior numa noite dos anos 80Nigth, balada, farra, curtição. Não importa a gíria da época. Nenhuma noite do Rio foi tão incrível como as vividas nos dois andares da clássica boate Hippopotamus, que volta em breve à cidade (o local ainda é dúvida). Localizada em Ipanema, na Zona Sul do Rio, e criada por Ricardo Amaral, a casa noturna abriu as portas em 1977 e fechou, melancolicamente, em 2001. Mas foram nas décadas de 80 e 90 em que a Hippo, como era chamada pelos frequentadores, arrebentava a boca do balão, com todos curtiam numa nice, sem treta ou bode. “Você podia chegar sozinha que sempre encontrava todo mundo. Foi um momento muito gostoso da minha vida”, lembra Monique Evans.
Cazuza, Nelson Motta e Supla na Hippo nos anos 80
Cazuza, Nelson Motta e Supla na Hippo nos anos 80 Foto: Ronaldo Zanon
Vera Fischer relaxa na biblioteca da boate nos anos 90
Vera Fischer relaxa na biblioteca da boate nos anos 90 Foto: Ronaldo Zanon
Pré-inauguração da Boate Hippopotamus em 1977
Pré-inauguração da Boate Hippopotamus em 1977 Foto: Alcyr Cavalcanti / Agência O Globo
De Monique a Xuxa, de Pelé a Roberto Carlos, muita gente famosa se reunia por lá. “Se aquelas paredes falassem...”, brinca Luiz Carlos Miele, que, além de cliente, fez shows no piano bar da boate: “Hoje a noite mudou de idade, ficou jovem. Não existe mais um espaço assim. Seria bom ter a volta de um lugar como aquele. Outro dia convidei um amigo para tomar uísque e ouvir uma música. Aí ele me perguntou: ‘onde?’. Não sabia o que responder”.
Silvia Pfeifer e Cristiana Oliveira quando trabalhavam como modelos, posam juntas na boate, no fim dos anos 80
Silvia Pfeifer e Cristiana Oliveira quando trabalhavam como modelos, posam juntas na boate, no fim dos anos 80 Foto: Ronaldo Zanon
LINDBERG FARIAS tira um cochilo na boate numa foto de 1994
LINDBERG FARIAS tira um cochilo na boate numa foto de 1994 Foto: Paulo de Deus
Para entrar na boate era preciso ser sócio ou famoso. No segundo andar, funcionava um restaurante. No primeiro, ao fundo da pista ( iluminada por um lustre gigante, sem jogo de luz), havia um jardim tropical com água escorrendo ininterruptamente. Reza a lenda que era para os clientes acreditarem que estava chovendo, que não daria praia no dia seguinte, e que a noite não precisava ter hora para acabar. E não tinha mesmo, de segunda a segunda. “A dona das melhores histórias era a Ana, que limpava o banheiro feminino. Era lá que as mulheres fofocavam e contavam de seus romances”, entrega uma antiga frequentadora.
A pista de dança da boate Hippopotamus fervendo numa noite de 1978
A pista de dança da boate Hippopotamus fervendo numa noite de 1978 Foto: Alcyr Cavalcanti / Agência O Globo
MÁRCIO GARCIA E DANIELLA SARAHYBA, NA FESTA DE 15 ANOS DA MODELO, POUCO ANTES DO FECHAMENTO DA CASA
MÁRCIO GARCIA E DANIELLA SARAHYBA, NA FESTA DE 15 ANOS DA MODELO, POUCO ANTES DO FECHAMENTO DA CASA Foto: Marcos Ramos
Testemunha ocular dessa história é o fotógrafo Ronaldo Zanon, autor dos melhores cliques da boate, de 1983 até o fechamento. Não havia paparazzo na porta como aconteceria hoje e todas as suas fotos eram feitas com o consentimento de quem estivesse no alvo de sua câmera. “Nunca fui de flagrante e tinha a confiança dos frequentadores. Nunca vendi uma foto e sempre optei pela discrição. Mas é claro que rolava de tudo nas festas e a alegria poderia vir de várias formas. Era o nosso Studio 54”, lembra Zanon, se referindo à casa noturna que agitou Nova York, também nos anos 70 e 80. Com o tempo, a Hippopotamus foi esvaziando e, com ela, morria uma época. “As pessoas foram envelhecendo e o glamour foi desaparecendo. Aquele mundo não existe mais”, acredita ele.
Deu o que falar
Na festa de lançamento da primeira “Playboy” com Luma de Oliveira na capa, nos anos 80, causou sensação a presença da irmã da modelo, Ísis de Oliveira, com a cantora Simone. As duas eram casadas e raramente apareciam juntas.
Simone e Ísis de Oliveira: juntos na época na boate em Ipanema
Simone e Ísis de Oliveira: juntos na época na boate em Ipanema Foto: Ronaldo Zanon
Narcisa Tamborindeguy, já altinha, subiu numa mesa e começou a simular um strip-tease. A boate inteira parou para ver.
O romance de um diretor de novelas com um figurão da MPB teria começado naquela pista de dança.
A maior concorrente da Hippopotamus era uma boate chamada Calígola, também em Ipanema, a poucos metros de distância uma da outra. Passando por dificuldades financeiras, Vera Gimenez, mãe de Luciana, trabalhou como promoter da casa.
Napoleão Veloso, Mônica Saboia e Monique Evans com Antenor Mayrink, seu namorado na época
Napoleão Veloso, Mônica Saboia e Monique Evans com Antenor Mayrink, seu namorado na época Foto: Ronaldo Zanon
Monique Evans, no auge do sucesso como modelo, circulava pela Hippo com o namorado, Antenor, filho da socialite Carmen Mayrink Veiga, considerado o melhor partido da época. Eram sempre vistos num clima de paixão. Dizem que eles só não se casaram porque a sogra, a mãe do bonitão, não aprovava o romance.
Algumas cenas da novela “Dancin’ days” foram gravadas lá, aumentando a aura de glamour do local. Atores da novela, exibida em 1978, Lauro Corona e Glória Pires costumavam se acabar na pista de dança.
Quando veio se apresentar no Rock In Rio II, Prince se encantou com a beleza de Maitê Proença na boate. O cantor pediu que um segurança abordasse a atriz, que estava acompanhada. O tempo por pouco não fechou.
Foi na boate, em 1984, que Myrian Rios, casada com Roberto Carlos, comemorou seu aniversário de 26 anos. A orientação era que nenhuma música do Rei tocasse. Mas o DJ desobedeceu a ordem e tocou “Emoções”. Roberto, para contornar a saia-justa, tirou Gisela Amaral, mulher de Ricardo, para dançar.
Festa de Aniversário de MYriam Rios na Boate Hippopotamus. Ela era namorada de Roberto Carlos na época
Festa de Aniversário de MYriam Rios na Boate Hippopotamus. Ela era namorada de Roberto Carlos na época Foto: Antonio Nery / Agência O Globo
Cenas inesquecíveis
Pelé se acaba na pista de dança da boate, no início dos anos 80
Pelé se acaba na pista de dança da boate, no início dos anos 80 Foto: Ronaldo Zanon
Pelé era figurinha fácil. Era comum vê-lo suando na pista. “Ele ia lá para dançar, adorava”, conta Zanon.
Renato Gaúcho chegou de tênis, item proibido no vestuário da boate. A solução para entrar foi comprar os sapatos de um garçom do restaurante ao lado. Pelo mesmo motivo, o ex-piloto de Fórmula 1 Niki Lauda entrou descalço.
Eram memoráveis os beijos que Christiane Torloni dava no psicanalista Eduardo Mascarenhas, seu marido na época, na pista de dança. A atriz batia ponto na Hippo.
Ayrton Senna apareceu com a modelo Marjorie Andrade depois do Grande Prêmio de Fórmula 1, que ainda acontecia no Rio. O piloto e a beldade tiveram um rápido romance.
Ayrton Senna com a modelo Marjorie Andrade, com quem teve um rápido romance, num clique de 1987
Ayrton Senna com a modelo Marjorie Andrade, com quem teve um rápido romance, num clique de 1987 Foto: Arquivo / Agência O Globo
A casa testemunhou que Axl Rose, quem diria, também sabe se comportar. Depois de atirar cadeiras em jornalistas, numa das passagens do Guns n’ Roses pela cidade, o roqueiro posou para fotos, esbanjou simpatia e distribuiu gorjetas aos garçons.


Leia mais: http://extra.globo.com/famosos/a-volta-da-boate-hippopotamus-faz-frequentadores-lembrarem-as-noites-por-la-sao-muitas-historias-imagens-inesqueciveis-rv1-1-16660791.html#ixzz3f6k7Aph8

Alvaro Garnero desabafa sobre vídeo de seu filho beijando Ronaldo: ‘Muita maldade’

Alvaro Garnero sai em defesa do filho e de Ronaldo Foto: Instagram Alvaro Garnero / Reprodução

Alvaro Garnero se manifestou sobre o vídeo que está circulando na internet em que seu filho, Alvarinho, aparece abraçando e beijando Ronaldo, além de chamá-lo de “namorado”. Em seu Instagram, o empresário compartilhou uma foto do herdeiro ao lado do ex-jogador de futebol e criticou os comentários que estão circulando sobre os dois.
“Gente quanto absurdo!!!!!! Muita maldade!!! Realmente inacreditável! Tio e sobrinho! Amizade de mais de 20 anos!!!!”, escreveu ele que, em seguida, citou o desabafo no filho: “‘Aos beijos e abraços’ parece até tema de novela!! Hahahaha… Quem diria? A verdade é que Ronaldo é um tio para mim, praticamente me viu nascer e me pegou no colo. O Fenômeno é um dos melhores amigos do meu pai e do meu tio, Mário Bernardo, e parte da família. Enfim, para quem não sabe, é bom saber. Beijo grande, do meu filho@alvaro_garnero’.
Ronaldo com Alvaro Garnero, o Alvarinho: vídeo dos dois circula na internet
Ronaldo com Alvaro Garnero, o Alvarinho: vídeo dos dois circula na internet Foto: Instagram Alvaro Garnero / Reprodução
Depois, ele mostrou um clique ao lado do filho e voltou a comentar o assunto: “Eu e meu filho amado, @alvaro_garnero! Odeio a palavra inveja! Mas querer colocar e meu filho e meu irmão há 20 anos @ronaldolima numa polêmica e muita MALDADE! Vamos analisar essa imprensa onde tudo vale e resta nos provar o contrário! BRASIL está mudando para melhor e assim vamos acreditar! O que fizeram com meu filho não vou perdoar jamais! Obrigado pelo carinho! Estou aqui na formatura dele e só alegria!!! Beijos!!!”.
No vídeo, Ronaldo Fenômeno está gravando uma mensagem quando Alvaro Garnero o abraça e dá beijos no ex-jogador. Veja:



Leia mais: http://extra.globo.com/famosos/alvaro-garnero-desabafa-sobre-video-de-seu-filho-beijando-ronaldo-muita-maldade-16667781.html#ixzz3f6jVcJJL

Cinco adolescentes estupram menina de 12 anos e filmam o crime na Baixada Fluminense

Menina de 12 anos foi estuprada por cinco adolescentes em Nilópolis, na Baixada FluminenseO livro de colorir esconde o rosto envergonhado pela violência sofrida. Traumatizada, a menina de 12 anos mal consegue conversar com estranhos, nem mesmo demonstrar a alegria característica da idade. A perda de parte dos sonhos da infância começou no mês passado, quando ela foi estuprada por cinco adolescentes no bairro Paiol, em Nilópolis.
Segundo parentes, a menina voltava a pé da escola onde estuda, perto de casa, com uma amiga. Ela teria sido atraída por essa colega para um local conhecido como Fazendinha, onde estavam cinco garotos. Logo depois, a amiga teria ido embora levando os pertences da vítima, que teve as roupas rasgadas e foi estuprada.
— Minha filha viu os meninos e tentou correr, mas um deles puxou os cabelos dela e tirou sua roupa. Ela estava uniformizada — conta a mãe da menina: — Minha filha foi encontrada por vizinhos, assustada e sangrando. Alguns me contaram que ela gritava muito de tanto medo.
Desde o crime, a vítima foi transferida do turno da tarde para a manhã. Mas, apesar dos cuidados da escola, o recomeço tem sido difícil.
— Minha filha fez todos os exames médicos e está tomando os remédios necessários em casos como esse — diz a mãe, preocupada com a reação da menina na volta para o segundo semestre: — A diretora deu sete dias para ela ficar afastada. Convívio com os coleguinhas, agora, só depois das férias de julho.
Mãe cobra justiça de adolescentes que estupraram sua filha
Mãe cobra justiça de adolescentes que estupraram sua filha Foto: Márcio Alves / Extra
A investigação do caso segue sob sigilo na 57ª DP (Nilópolis), onde o caso foi registrado. A Polícia Civil, porém, já identificou todos os envolvidos no estupro e deve encaminhar o inquérito para o Ministério Público em até dez dias.
Um vídeo, que foi feito durante o crime, está sendo analisado pela polícia. Os parentes da vítima não chegaram a ver as imagens, mas ficaram sabendo do conteúdo do material. A irmã da vítima diz que o vídeo circulou pelos celulares de alguns alunos da escola, aumentando o constrangimento.
— Muitas pessoas lá no colégio ficaram revoltadas com isso — ressalta.
“Ela não pode confiar em ninguém”, diz mãe
A mãe da menina cobra agora a solução do caso. Mesmo sabendo que a maior parte dos envolvidos no estupro é menor de idade (apenas um tem 18 anos), ela quer que os envolvidos sejam punidos pelo crime que cometeram.
— A polícia está fazendo a a parte dela. Sei que os envolvidos já estão identificados, mas quero justiça. Muita justiça. Minha filha agora vai andar na rua com medo. Ela não sabe quem é do bem e quem é do mal. Não pode mais confiar em ninguém — lamenta a mãe.
Segundo a família da vítima, o trauma sofrido pela menina fica ainda mais evidente enquanto dorme, já que ela sempre acorda assustada à noite.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/cinco-adolescentes-estupram-menina-de-12-anos-filmam-crime-na-baixada-fluminense-16656898.html#ixzz3f6jI61wX

Arcebispo do Rio é assaltado e tem carro levado por bandidos

Rafael Nascimento - O Globo

O arcebispo do Rio Dom Orani Tempesta foi vítima de um assalto, no fim da noite deste domingo, em Quintino, na Zona Norte da cidade. O crime aconteceu por volta das 22h40m, quando criminosos abordaram o carro, um Kia Sorento de cor preta, onde estavam o cardeal, um casal de amigos, além do motorista, na Rua Goiás. O bando, formado por quatro homens armados, rendeu as vítimas antes de levar o veículo. Eles conseguiram fugir. Ninguém foi preso.
De acordo com informações da Polícia Civil, o motorista do veículo onde estava o cardeal relatou que eles foram interceptados pelos criminosos que estavam em outro carro. Ninguém ficou ferido durante a ação. O caso foi registrado na 24ª DP (Piedade).
Dom Orani estaria voltando de um evento religioso na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A polícia realiza buscas para a localização do veículo roubado e também capturar os criminosos, que não foram identificados.
Religioso foi vítima de outro assalto no ano passado
Em setembro do ano passado, o cardeal-arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, foi assaltado por três homens armados, quando saía da Residência Assunção, no Sumaré, e ia para um debate na sede da Arquidiocese do Rio, na Glória. Na ocasião, os criminosos levaram o anel cardinalício e a cruz peitoral de dom Orani. O bando também recolheu um celular, uma máquina fotográfica, caneta, além da mochila e do paletó do motorista. Na ação, um dos bandidos chegou a apontar uma arma para a cabeça do arcebispo, que também foi revistado por um dos bandidos.
Dentro do veículo, além de dom Orani, estavam um fotógrafo, um seminarista, cuja batina também foi roubada, e o motorista. Ninguém se feriu durante a ação, que aconteceu rapidamente.
À época, de acordo com informações de dom Orani a seus assessores, os três assaltantes estavam num carro, que interceptou o veículo onde estava o cardeal, na altura de Santa Teresa. No fim do assalto, um dos bandidos reconheceu dom Orani.
Na fuga, os bandidos deixaram pelo caminho quase tudo o que haviam roubado. O material foi recuperado por policiais que saíram à procura dos três assaltantes, em Santa Teresa. Eles conseguiram achar alguns dos pertences roubados, como celular, o anel e a cruz de dom Orani, a mochila e o paletó do motorista e a batina do seminarista.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/arcebispo-do-rio-assaltado-tem-carro-levado-por-bandidos-16671602.html#ixzz3f6ipUZOM

5 de julho de 2015

Rio das Ostras: Monique Mello, Diretora Administrativa do Grupo Vilarejo, fala do Projeto Viver Melhor Vilarejo ( vídeo)


Escândalo !!!!! Marido traído cola esposa no amante em Rio das Ostras ( vídeo)

O vídeo contém nudez e palavras e de baixo calão.
Recomenda-se atenção.

Vereadora de Cambuci diz que pediu demissão em Rio das Ostras

Mas colegas de profissão e trabalho afirmam que nunca a viram por lá batalhando em sala de aula nem na Casa de Educação, onde ela diz que esteve lotada
Leila diz que passou em um processo seletivo. Mas quando e onde? As 'colegas' querem saberA matéria "Contrato de vereadora de Cambuci com Rio das Ostras será apurado", publicada ontem teve grande repercussão e causou revolta em muitos profissionais da rede municipal de ensino, que denunciaram que Leila Cristina Pinheiro Barcelos (PSC), nunca foi vista em sala de aula e também não era conhecida na Casa de Educação, onde ela alega ter sido lotada. As informações passadas ao elizeupires.com por vários professores confirmam a denúncia do vereador Deucimar Talon Toledo (PT), de que Leila seria funcionária fantasma, pois nunca teria trabalhado como professora em Rio das Ostras. Ao site de notícias SFN ela disse ter passado em um processo seletivo realizado em 2014 e que pediu demissão em abril deste ano. Entretanto, no Portal da Transparência do município de Rio das Ostras consta que Leila esteve em atividade até maio, mas, como o elizeupires.com já havia revelado, as informações sobre ela foram atualizadas na noite do dia 30 de junho, depois que o vereador Deucimar fez a denúncia em plenário, inserindo a informação “licença/afastamento”.

http://www.elizeupires.com/index.php/1896-vereadora-de-cambuci-diz-que-pediu-demissao-do-cargo-de-professora-em-rio-das-ostras-mas-colegas-falam-que-nunca-a-viram-por-la

Policiais Militares do 32º BPM ( Macaé), apreendem drogas dentro de ônibus.

Policiais Militares do 32º BPM ( Macaé ), apreenderam sexta-feira (03/07)  02 tabletes de maconha  e 129 pedras de crack , após denúncia de que existiria entorpecente escondido no banco de um veículo de transporte. O caso foi encaminhado para a 121º DP ( Casimiro de Abreu ).

Mundo: Heroína domina a cidade de Obama e Oprah

HeroinLineNa cidade de Chicago , dominada pela heroína e pelo crack, dezenas de usuários de heroína fazem fila para comprar a droga em uma 'casa de heroína'. 
A polícia após a divulgação da reportagem foi ao local e deteve 42 pessoas, apreendendo drogas e armas.

Mundo: Conheça a 'Sisa', a droga que vem devastando a Grécia

Dentro de uma delegacia de polícia de Atenas, entrevistando o diretor da unidade de narcóticos, percebi que tinha um pacote de metanfetamina quimicamente aperfeiçoada no meu bolso. Eu tinha comprado na noite anterior com um morador de rua grego e esqueci de jogar fora. Depois da entrevista, saí para fumar um cigarro, quando alguns policiais perceberam a equipe de filmagens que eu tinha levado comigo gravando à distância.
Minutos depois, os policiais nos arrastaram para uma sala de espera, o pacotinho de drogas ainda enfiado na minha calça. Eles fizeram algumas ligações, nos encararam e, por fim, relutantes, nos liberaram — sem nunca me revistar, felizmente. Ao sair, joguei o saquinho na primeira lata de lixo que vi.
Várias delegacias gregas foram bombardeadas nos últimos meses, então os policiais têm motivo para ficar nervosos, principalmente quando percebem que estão sendo filmados. Na nossa primeira noite em Atenas, outro grupo de policiais nos abordou e, depois de ver nossa equipe de filmagem na rua, exigiu que mostrássemos nossos documentos. Eles apagaram nossas filmagens e nos detiveram por algumas horas, até que conseguimos mandar entregar nossos passaportes na delegacia. A Grécia atualmente é um lugar paranoico. Polícia, fascistas, anarquistas, traficantes e usuários de drogas estão todos lutando pela supremacia local e ninguém confia em ninguém.
Na noite anterior a essa em que escapamos por um triz da delegacia de polícia de Atenas, fui abordado por um grupo de moradores de rua, e um deles fumava um negócio que tinha um cheiro horrível com o que parecia ser um cachimbo de metanfetamina feito com uma lâmpada velha. Apesar de não falar grego, consegui deixar claro que queria comprar um pouco da droga, coloquialmente conhecida como sisa. Ele se afastou com minha nota de cinco euros e aí um velho pegou no meu braço e gritou: “Não, não pega! Muito ruim”. Eu não ia fumar, mas estava curioso a respeito da nova droga da Grécia. 
Em 2012, Charalampos Poulopoulos, diretor da Kethea, organização antidrogas e de reabilitação mantida pelo governo, publicou uma pesquisa intitulada “Crise Econômica na Grécia: Riscos e Desafios da Política e Estratégia de Combate às Drogas”, para o jornal Drugs and Alcohol Today. Nela, Charalampos detalhou as formas como o desastre econômico grego exacerbou o uso de drogas no país, afirmando que “as taxas de consumo de drogas e álcool, assim como os problemas de saúde mental associados a isso, devem aumentar enquanto a recessão continuar”. Em sua essência, o relatório oferece dados sobre o óbvio: a instabilidade que resulta de uma pobreza generalizada e em expansão em todo o país leva problemas de saúde, desesperança e automedicação com uso de drogas ilegais. 
“Nos últimos dois anos, os usuários de drogas se tornaram mais autodestrutivos”, escreveu Charalampos. “Principalmente na região de Atenas, onde os efeitos da crise econômica são mais óbvios.” Segundo o pesquisador, foi mais ou menos nessa época que a sisa surgiu no mercado.
O ingrediente básico da sisa é a metanfetamina. Os dependentes dizem que também pode conter excipientes como ácido de bateria, óleo de motor, xampu e sal de cozinha. “Não existem dados oficiais sobre isso”, disse Charalampos. “O Laboratório Químico Estatal Geral da Grécia ainda não conseguiu número suficiente de amostras para chegar a nenhuma conclusão.”
Seja lá o que tenha nela, de muitas maneiras a sisa é a síntese de uma droga de austeridade. A maioria de seus usuários é pobre, muitas vezes sem-teto, citadinos impactados física e psicologicamente por um país tomado pelo total colapso econômico. Em um lugar quebrado a ponto de haver casos de famílias de classe média alta que fizeram a ceia de natal em suas casas sem aquecimento para poder comprar o peru, muitos hábitos de usuários se tornaram insustentáveis. Dependentes que saíram do mercado da heroína, do crack e da metanfetamina se voltaram para a sisa, que custa até dois euros por cachimbo.
Como a maioria das drogas baratas, a sisa vem com alguns efeitos colaterais desagradáveis, incluindo “insônia, delírios, ataques cardíacos e agressividade”, de acordo com Charalampos. “Ela é muitas vezes comparada à cocaína”, disse, embora faça efeito mais rápido e seu barato dure mais tempo. “É a droga das ruas, produzida em laboratórios caseiros.”
A sisa é o mais recente exemplo sinistro de uma tendência global de drogas sintéticas produzidas em massa, que vão do coquetel opiáceo corrosivo krokodil na Sibéria, até a nova fascinação da África do Sul por chapar com medicamentos anti-AIDS turbinados, e a mania de sais de banho nos EUA e no Reino Unido. São baratos acessíveis e caseiros, então não surpreende que, em uma Grécia assolada pela pobreza, a sisa tenha encontrado um lar natural.

Rua Kapodistriou, uma longa via no centro de Atenas onde usuários de sisa se reúnem.
No dia em que cheguei a Atenas, abordamos um homem quando andávamos pelo distrito de Exárchia, tradicional lar de anarquistas e que agora é conhecido por sua alta concentração de viciados. O homem estava encarando o céu, berrando. Achei que ele estava gritando com Deus, mas na verdade ele só estava reclamando por causa de um semáforo quebrado. Carros passavam e os motoristas não davam chance para ele mendigar à janela. Ele estava inconsolável, alternando entre fúria e lágrimas, mas depois que comprei um suco de laranja para ele, ele se acalmou, disse que seu nome era Konstantinos e me contou sobre a sisa.
“A cocaína dos pobres! É a cocaína dos pobres!”, gritava. Disse que as pessoas que ele conhecia que fumavam muito estavam perdendo membros. “Se você fumar por seis meses, está morto”, contou. Konstantinos afirmou que não era usuário, mas no dia seguinte o encontramos novamente e ele acenou para eu segui-lo, agachou-se atrás de um carro e fumou um cachimbo cheio de sisa. Isso foi no meio da tarde.
A sisa se tornou uma espécie de lenda urbana em Atenas; todo mundo sabe que existe, mas ninguém sabe exatamente o que é. As únicas pessoas que realmente a conhecem são seus usuários, a polícia que os enquadra e os traficantes que alimentam a epidemia. O resto do país está muito ocupado tentando ignorar a taxa nacional de 58% de desemprego entre jovens, o aumento da extrema direita e da esquerda radical, um sistema legal cada vez mais ineficiente, uma classe política reduzida a vender as ilhas da nação, e as exigências da União Europeia por medidas de austeridade que podem ou não estar funcionando. Assim, matérias sobre a sisa na mídia grega são raras.
“Descobrimos a sisa por uma pesquisa feita pelo Centro Europeu de Prevenção de Doenças em novembro”, disse Dani Vergou, editora de saúde do jornal Efsyn. A sisa era um mistério para ela. Ela tinha ouvido boatos, mas “não há muita pesquisa feita pelas autoridades gregas ou pelo Ministério da Saúde — parece que é perigosa”.
Nas ruas, no entanto, as pessoas sabem tudo sobre o assunto. Na Rua Kapodistriou, um dos muitos pontos de encontro populares entre os viciados em Atenas, conheci Kostas, Stathis e Panagiotis, dependentes crônicos sem-teto que tentam largar a sisa, mas sem muito sucesso.
“Há três formas de consumir sisa”, disse Stathis, que está na casa dos 40 anos. “Com um cachimbo, uma seringa ou um pedaço de alumínio. Também já vi gente cheirando. Mas me deixe dizer que, se você se picar, não vai ter muito tempo de vida. Ela destrói todos os órgãos vitais por dentro.” Perguntei se ele sabia de alguma pessoa que tinha morrido por causa da droga.
“Muitas”, disse Stathis. “Sei de pessoas demais. Em algumas, suas vísceras apodreceram... Pode te dar outros tipos de doenças, pode atingir o fígado, o coração, rins... Qualquer lugar.”


Pacote de sisa que compramos por € 6,50. Suspeitamos que fomos roubados.
Os três falavam de forma sombria sobre a sisa. “Quando experimentei pela primeira vez, fiquei surtado”, disse Panagiotis. “Não gostei. Me deixou tenso, não senti nada de bom.”
“Ela te derrete”, disse Kostas. “Em outros, atinge o sistema nervoso. Cria feridas no corpo que não cicatrizam, não fecham nunca. Começa como uma espinha e, em vez de sarar, ela cresce. Até o rosto do usuário fica cheio de buracos.”
“Você vê gente de 50 a 60 anos viciada em sisa. Homens, mulheres, para onde você olha, sisa”, acrescentou, lúgubre, Panagiotis. “Em toda parte em Atenas: becos, praças, fumando o dia todo e procurando mais sisa. Você não ouve mais falar de heroína, maconha ou remédios. Isso é porque a sisa é uma droga barata... Para mim, a sisa é a droga que vai destruir a Grécia.”
Mais tarde, o trio nos levou até o Off Club, centro diurno para dependentes de sisa, onde os funcionários nos deram um zine em quadrinhos sobre os perigos da droga. O clube fica perto da Praça Exárchia, que é abarrotada de cafés, lojas, bares, gangues, adolescentes, imigrantes e pessoas à margem da sociedade em geral. Perto da praça fica o enorme prédio que abriga a Politécnica de Atenas, uma das universidades mais renomadas da Grécia e para onde, em 1973, os militares enviaram tanques a fim de dispersar um protesto contra o governo, resultando em 24 mortes. A polícia não patrulha muito por aqui; em vez disso, ficam em seus veículos de choque nos arredores da praça, fumando cigarros, com submetralhadoras penduradas no ombro. Alguns anarquistas que conheci alimentam uma teoria da conspiração de que a própria polícia está por trás do influxo de sisa no bairro.
Em um bar próximo dali, encontramos um jovem anarquista notório a quem chamaremos de Alcander. Em 2008, durante os protestos anarquistas, ele supostamente fabricou bombas de gasolina e as distribuiu em massa. Dois anos atrás, Alcander percebeu que dependentes químicos sem-teto estavam agindo de forma diferente; depois ele foi espancado por um grupo de pessoas que diz serem usuários. Ele contou que culpa a sisa diretamente pela agressão gratuita, e a forma como falou sobre a droga a fez parecer demoníaca. “Como saber se alguém é usuário de sisa? É fácil — eles são desequilibrados, instáveis como um psicopata. Eles têm o olhar de doido, falam sozinhos e são muito agressivos. Acho que a sisa é a pior droga do mundo.”
Perguntei por que ele achava que policiais locais estavam por trás da distribuição do narcótico potencialmente fatal. “Alguns [dos usuários] chegaram para nós e contaram que a polícia falou para eles virem para Exárchia. Disseram: ‘Não podemos ir para outro lugar, eles nos mandam sair de qualquer outro território, qualquer outra praça. Falam para virmos para Exárchia.’”
“Então você acredita que seja político?”, perguntei.
“Sim, tem todo um movimento social que está começando a crescer e eles querem uma desculpa para surgirem como salvadores dos moradores... Já fizeram isso antes com a heroína, tipo duas décadas atrás.”
Os anarquistas gregos já começaram a combater a epidemia de sisa, coordenando ataques contra traficantes e usuários em uma tentativa de limpar seus bairros. “Queremos que as crianças possam brincar na Praça Exárchia sem ter que se preocupar com tráfico de drogas”, disse Alcander. Parece que seu objetivo não será alcançado muito em breve, no entanto. Os usuários estão espalhados pela cidade e, presumivelmente, outras partes do país. E durante nossa visita, traficantes de sisa apareciam do nada para vender sua mercadoria e depois cobrar de forma igualmente abrupta.
De acordo com Alcander, algumas mulheres na região estão sendo estupradas por viciados em sisa. No entanto, isso pode ser um boato inspirado pela ideia de que a droga alimenta o apetite sexual — descrição com a qual alguns dependentes concordam. Konstantinos disse que depois de fumar sisa, ele fez sexo selvagem e violento. E ele não estava se gabando — parecia bem chateado com isso.

Usuário de sisa fumando seu cachimbo na Rua Kapodistriou.
Até 2009, era uma raridade ver mendigos em Atenas. Mas desde então, o número de pessoas sem-teto na Grécia subiu 25%, segundo ativistas gregos, e hoje andar de carro pela cidade parece um passeio por uma cracolândia sem fim. A polícia chegou a começar a enfiar moradores de rua num carro e tirá-los de Atenas, levando para Amigdaleza, o centro de detenção de imigrantes, num esforço que foi chamado de Operação Tétis, em homenagem à mãe de Aquiles. A palavra thetiko, que origina seu nome, significa “positivo”, mas na mente dos desabrigados alvo dela e daqueles que trabalham com eles, é basicamente fascista.
“É um policiamento maluco”, disse Charalampos. “Isso leva as pessoas com problemas para a marginalidade e para o crime.” No período em que estivemos na Grécia, os moradores de rua com quem conversamos afirmaram que, pelo menos duas vezes por dia, a polícia conduzia varreduras no centro de Atenas para pegar sem-teto e dependentes químicos.
“Não sabemos para onde os levam ou o que fazem com eles”, disse-me uma assistente social enquanto eu a acompanhava em sua excursão noturna até os pontos de encontro de viciados. “É um mistério.” Ela estava sendo modesta; era óbvio o que ela achava que a polícia estava fazendo: limpando a rua dos indesejáveis.
Alguns dias depois, visitamos a Praça Kannigos, onde prostitutas, viciados e traficantes (que, fomos avisados, geralmente andam armados) se reúnem. O clima estava tenso: mais cedo naquele mesmo dia, cerca de 20 policiais uniformizados haviam acuado moradores de rua espalhados pela praça e colocado dentro de três ônibus grandes. Quando chegamos, policiais à paisana ainda circulavam entre uma multidão de agitados usuários de sisa e heroína.
O sargento que nos deteve e apagou nossa filmagem quando chegamos a Atenas também estava lá, então escondemos nossas câmeras e abordamos seus colegas. Eles falaram para perguntarmos no distrito policial, que foi como acabei acidentalmente levando sisa para dentro de uma delegacia grega e onde conheci George Kastanis, diretor da divisão de narcóticos de Atenas. Ele disse que acha que a sisa se originou na África e na Ásia e, embora tenha dito que está cada vez mais preocupado com a sua popularidade, não acredita que a droga esteja transformando usuários em maníacos violentos e estupradores, o que batia com minhas próprias impressões — poucos dos viciados que conheci mostravam sinais de agressividade. Quando perguntei ao George sobre a Operação Tétis, ele me disse que só foi realizada uma vez.
“Mas vi uma coisa hoje de manhã que parecia muito com uma varredura da rua. Era a Tétis?”, perguntei. 
“Não. Isso aí é uma coisa completamente diferente”, respondeu George, acrescentando que esses detidos são levados a delegacias, onde policiais verificam mandados pendentes contra eles, e que na maioria das vezes eles são liberados depois de uma hora e meia. Quando perguntei se ele acreditava que esquemas como a Operação Tétis eram úteis, pareceu que a questão o deixou incomodado. Ele respondeu: “Sou policial — sigo ordens”.
No dia seguinte, antes de voltar para casa, encontramos o Konstantinos de novo e o levamos a uma padaria para lhe pagar um almoço. Ficamos tomando sol e comendo bolinhos cobertos de mel enquanto o Konstantinos tentava explicar alguma coisa num inglês capenga. Ele ficou passando o dedo no pescoço para esclarecer seu argumento, mas não consegui entender o que dizia. Ele era um cara legal. Filho de uma prostituta, contou que sempre esteve cercado de drogas, e sua qualidade de vida ficou imensuravelmente pior desde o colapso financeiro da Grécia. Demos algumas fotos que ele tinha pedido e ele foi embora sorrindo, dizendo que nos amava.
“Sabe o que ele estava tentando te dizer?”, minha tradutora me perguntou depois. “Que ele te ama, mas se você o tivesse abordado em inglês naquele dia no semáforo, ele teria mandado o traficante de sisa dele te matar para pegar as suas câmeras.”

BOPE: Envolvimento de integrantes com criminosos põe em xeque credibilidade da tropa

Em uma série de grampos e mensagens de texto obtidos durante uma operação da Polícia Civil, o terceiro-sargento Arlen Santos Silva negocia com traficantes da quadrilha que se intitula Terceiro Comando Puro (TCP) do Rio de Janeiro. O sargento vende armas, informação e proteção aos bandidos. Em um único turno ganhava 12 500 reais. Nas conversas, fica evidente que o sargento tem comparsas dentro da corporação a que serve, o Batalhão de Operações Especiais da PM carioca, o Bope. Numa conversa telefônica, o traficante Ronaldinho fala do repasse de propinas ao sargento Arlen e ao "amigo dele". Em uma mensagem de texto, o sargento promete avisar o traficante sobre uma ação policial cujos detalhes lhe seriam passados por um "major". Para milhões de brasileiros que formaram uma imagem do Bope por meio do filme Tropa de Elite, de 2007, é um choque de realidade saber que os vergonhosos fatos narrados acima ocorreram com integrantes da unidade policial impoluta e incorruptível mostrada na ficção.
O Bope continua sendo uma das forças mais bem preparadas da polícia nacional. O que esta reportagem mostra é que a blindagem contra desvios de conduta no Bope está sendo constantemente testada por infratores cada vez mais ousados. Casos como o da promíscua relação do sargento Arlen com o bandido Ronaldinho podem ser um indício de que a semente do mal que germina tão facilmente nos batalhões regulares da PM se infiltrou no Bope? Essa é a preocupação relatada a VEJA por integrantes da tropa de elite. A partir de informações deles, a revista apurou vinte casos de infrações graves no Bope. O comando tem sido rápido em afastar culpados e suspeitos. A cultura da intolerância com os infratores ainda predomina. Mas, para quem vive a realidade cotidiana do batalhão, as irregularidades, longe ainda de serem a regra, podem estar se tornando inaceitavelmente mais frequentes.
O levantamento feito por VEJA abrange casos que aconteceram nos últimos sete anos e foram relatados por integrantes do Bope, investigadores das polícias Civil e Federal e corregedores. São ocorrências graves que demonstram tentativas bem-sucedidas de abrir brechas na blindagem ética do Bope. Em uma delas, revelou-se que Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefão do tráfico da Rocinha preso em 2011, tinha sete policiais do Bope na sua folha de pagamento. Um deles, de quem Nem se tornou compadre, ensinava táticas de patrulha à quadrilha. Descobertos por agentes do próprio Bope, os sete bandidos de farda foram transferidos para outros batalhões - o mesmo destino de um cabo suspeito de fazer parte da escolta do traficante mais procurado do Brasil, Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy.
"Em determinado momento, o bicheiro Alcebíades Paes Garcia decidiu que, para fazer a segurança dele, seria preciso recrutar integrantes do Bope. Criou-se então a 'tropa do Bide'", relata um delegado da Polícia Federal que investigou o grupo. Um vídeo de 2008 obtido por VEJA mostra três policiais da tropa de elite escoltando Bide até um carro. Tudo indica que os militares foram desmascarados e transferidos para outros batalhões, mas o inquérito militar que apurou o caso foi arquivado.
Durante a retomada do Complexo do Alemão, transmitida ao vivo pela TV em novembro de 2010, o comandan­te de uma equipe do Bope que encontrou um paiol de armas ficou com dois dos fuzis apreendidos. Um tenente denunciou o comandante. Os dois fuzis reapareceram e o oficial foi afastado. Na mesma operação, em uma das favelas do complexo, a Vila Cruzeiro, dois policiais do Bope foram flagrados, de folga, em um caminhão de mudanças com o qual esperavam furtar objetos de valor da casa de um traficante. A ação foi frustrada e os dois, transferidos. No fim do ano passado, o então comandante do Bope, tenente-coronel Luís Cláudio Laviano, ligou de madrugada para o batalhão e descobriu que uma turma do plantão havia saído para uma missão sem comunicar a ação a ninguém. No dia seguinte, todos os dez integrantes da misteriosa operação foram sumariamente excluídos da tropa de elite e transferidos para outros batalhões. A ação fulminante cortou o mal pela raiz? Aparentemente sim, mas fica a incerteza de que a melhor conduta foi mesmo a transferência imediata dos suspeitos, sem que se apurasse em detalhes o que fizeram fora do batalhão, fardados e armados, naquela noite.
Comandante do Bope em 2006 e ex-chefe da própria PM fluminense, Mário Sérgio Duarte esmiúça a prática, que vem passando de uma gestão a outra: "O Bope não espera a materialização de uma desconfiança para afastar seus indesejados. Faço até um mea-culpa. Na dúvida, os comandantes transferem seus potenciais problemas". Alguns são efetivamente investigados, outros não. Essa lógica do silêncio faz parte da estratégia de forças de segurança de elite em todo o mundo. A aura de incorruptibilidade tem de ser mantida a qualquer custo. Investigações internas no FBI americano ou na Scotland Yard inglesa ocorrem longe dos olhos do público. Só raramente são reveladas.
Criado como Núcleo de Operações Especiais, em 1978, o Bope reunia apenas vinte homens escolhidos a dedo para compor a elite da polícia. O núcleo virou companhia, que se tornou batalhão. Hoje são 450 "caveiras", apelido dos integrantes do Bope por causa do distintivo com o crânio humano trespassado por um punhal - símbolo quase universal de unidades de elite batizadas de "do or die", ou seja, missão cumprida mesmo que o custo seja a morte. Fundador da tropa e especialista em segurança pública, o coronel Paulo César Amendola acredita que o inchaço do contingente foi fator determinante para o aumento das infrações: "Com pouca gente, é mais fácil manter a disciplina rigorosa". Uma das características das unidades de alto desempenho, como os Seals, da Marinha dos Estados Unidos, é organizar-se em equipes pequenas em que todos os integrantes se respeitam, se conhecem - e, claro, se vigiam.
Em 77 incursões contra traficantes nos últimos dois anos, os policiais do Bope mataram 83 pessoas em combate. Quantas foram mortas depois que se renderam, confundidas com bandidos ou simplesmente atingidas por projéteis disparados contra o alvo errado por criminosos ou policiais? Não se sabe. O Bope faz operações de guerra - e nas guerras matar é a lei. "Desvio de conduta aqui é roubar", diz um sargento com mais de dez anos de experiência na unidade. Para os que seguem esse código inflexível, o elo de colegas com a bandidagem é grave o suficiente para que se rompa o silêncio e se revelem segredos - como os casos trazidos à luz por esta reportagem de VEJA. Procurados pela revista, os comandantes da PM e do Bope preferiram não falar. Fica o alerta.
O então sargento do Bope Arlen Silva oferece fuzis ao traficante Ronaldinho, braço-direito do chefão do Complexo da Maré
Sargento Arlen - Qual é neguinho?! Eu estou com um negocinho pra tu aqui! Como é que faz?
Ronaldinho - Então... É trazer... quanto que é cada um?
Sargento Arlen - Quatro cinco (45 000 reais)
Ronaldinho - É muito, mané!
Sargento Arlen - Vou chegar aí e a gente desenrola.
O sargento promete ao traficante avisar quando o Bope fará uma operação na Maré
Ronaldinho - Passou uns carros da Light (viaturas do Bope) aqui, com um guindaste também, entendeu?
Sargento Arlen - Qualquer parada aí eu vou acionar.
Ronaldinho - Valeu, tamo junto!
O traficante deixa claro a um intermediário que a propina não é paga somente ao sargento
Ronaldinho - Dá um toque lá naquele amigo (o sargento), que foi comprar roupa contigo, que tu tá pegando o negócio (propina) pra ele e do amigo dele. Dá um toque nele aí, cara, que eu tô mandando uma mensagem pra ele, pra ele ver um negócio pra mim, entendeu (se o Bope irá à Maré)? E amanhã é dia do amigo dele (agente de outra equipe do Bope) que tá pegando (propina), entendeu?